terça-feira

Emaranhar

Ele fechava os olhos. Com força. A mais... queria tentar fazer como lhe ensinaram. Primeiro deixam-se os pés a relaxar. Depois faz-se passar a calma pelas pernas, bacia, barriga, tronco, braços, ombros, face, couro cabeludo e por fim, orelhas. Pensava num sitio que lhe trouxesse um sentimento fácil. Daqueles que não implicam racionalização. Isto era tudo menos fácil.
Revia mentalmente aquele giz no quadro preto já gasto. A professora usava uma protecção azul de plástico para proteger as mãos delicadas que começavam a envelhecer com ela. Adorava aquele som e sonhava um dia poder ensinar. Resolver e tirar gozo da resolução. Mas não por muito tempo. Começar a resolver de novo.
A mãe tirou-lhe o relógio do quarto. Para que deixasse de contar as horas. Ao Domingo, quando todos ainda dormiam já ele lia sozinho encostado a uma almofada que tinha um cheiro muito especial. Pedia a ele próprio para não pensar mais. Uma vez... Duas... e só quando menos esperava acontecia. Porque se avisasse ele deixava de vir... E o giz enchia o quadro negro.

2 jogadas:

sweetfruit disse...

menino especial.
postamos quase ao msm tempo que nem reparei =P

Rostro disse...

de certeza q é um "ele"? =)

sinal sonoro


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