Escondo-me nos sonhos abandonados em ruas cinzentas,
Encontro-me nos lugares perdidos pelo tempo.
Embrenho-me em lençóis antigos
Envio-me pelas fotografias a preto e branco
Enxugo-me de lágrimas piedosas.
Entristece-me a vida sonhadora...
Escorrego por entre lembranças de outrora
Escrevo ligações de memória.
Encarrego-me de verificar as cartas manchadas
Escravizadas pelo destino de amar.
Esvoaçaram os poemas pela tarde
Ecoaram-se os seus batimentos pelas ruas.
Esperançada, para que não chamassem o meu nome
Esperava não as ouvir mais chamarem por mim...
Escondia-me eu do que não queria.
Encontro-me, eu um dia
Embrenhada em sentimentos que não são os das cartas.
Envio as respostas negativas ao remetente.
Enxugo-me de alegria!
Entristecem-me os dias perdidos...
Escorrego por entre novas vidas
Escrevo novas linhas nos meus diários.
Encarrego-me de saber que sou uma nova pessoa,
Escravizada outrora por coisas que me aprisionaram.
Esvoaçam agora pedaços de mim em encontro da liberdade
Ecoam os meus risos de felicidade
Esperançada de novos rumos
Espero a felicidade, sim ela está prestes a chegar
Margarida
terça-feira
quinta-feira
Não preciso de medicamentos para ser feliz
Não preciso de argumentos para saber que estou certa
Não preciso de transportes para chegar onde quero
Não preciso de chamas para sentir fogo
Não preciso de olhar para ver
Não preciso de tocar para sentir
Não preciso de ter para dar valor
Não preciso de perder para ter saudades
Não preciso de ouvir para entender
Não preciso de espelhos para reflectir
Não preciso de vencer para me sentir vencedora
Não preciso de analgésicos para perder a dor
Preciso é de alguém que me preencha
Aquele a quem não entregamos a chave da nossa casa
Mas a do nosso coração
Margarida
Não preciso de argumentos para saber que estou certa
Não preciso de transportes para chegar onde quero
Não preciso de chamas para sentir fogo
Não preciso de olhar para ver
Não preciso de tocar para sentir
Não preciso de ter para dar valor
Não preciso de perder para ter saudades
Não preciso de ouvir para entender
Não preciso de espelhos para reflectir
Não preciso de vencer para me sentir vencedora
Não preciso de analgésicos para perder a dor
Preciso é de alguém que me preencha
Aquele a quem não entregamos a chave da nossa casa
Mas a do nosso coração
Margarida
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