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terça-feira

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quase....








de





















férias

quinta-feira

Branco

Faz duas semanas que vagueava pelas ruas. Atenta às cores das montras. O chão incerto e sujo era um risco constante mas ela aceitou o desafio de nunca mais o olhar. Quando era miúda gostava de passadeiras. O contraste do preto e do branco. Decidia sempre que alguma se aproximava qual das duas cores poderia tocar com a pontinha dos sapatos rasos. Gostava mais de calcar o branco... Sempre achou ser o branco o mais forte... Ficava arreliada se sem querer pisava o negro ou se ficava na dúvida de o ter calcado.

Hoje os sapatos são de salto alto. Hoje está arreliada.

sábado

Segurança


Gritava a plenos pulmões. Desesperada. Perdida. Caminhava descalça pela rua na esperança de ver os pés sangrar. O piso era no entanto macio e mesmo que caisse ao chão não iria sentir dor. Era assim o mundo que a rodeava. Como transformar o pesar? Queria uma simples permuta. O emocional pelo fisíco. Teria de arranjar maneira. Gritar não era grande ajuda e o fumo do cigarro aliviava apenas por minutos. Perguntou-lhe. Ele tinha experiencia em matérias de dor ainda que com tenra idade. Respondeu-lhe numa palavra só: habituação. Ela viu os seus olhos tristes muitas vezes. A verdade é que não eram tanto agora. As desilusões eram já tabuada. Aconselhou-a a construir uma tabela como ele fez quando se tornou dificil contar pelos dedos. Ah! e a deixar espaço no papel... Muito espaço... Ele Olhou-a como se fosse criança à qual tiraram a chupeta porque já era crescida para ser bonito usá-la.

Não há segurança maior do que a certeza das coisas que são ditas sem palavras.

Deixar de ser Cão

Ela era cão. Sem dúvida. E não odiava sê-lo... Aceitava as coisas assim. Eram diferentes e as diferenças permitiam que se completassem. Tinha olhos meigos não traiçoeiros, mas sempre foi calculista. Só funcionava em pleno em matilha, não conseguindo resolver as coisas sozinha. Apercebeu-se de que não só precisava dos seus semelhantes como também do gato. Seria predação? Instintivo?

A verdade é que o gato não gostou de tamanha dependencia que se criou à sua volta. Pior... Apercebeu-se que ela tentava que ele deixasse de ser gato. Era inconsciente e por isso perdoou-a. Mas teve de se cortar o mal pela raiz e não houve mais volta a dar.

O gato odeia que o apertem nem que seja só por carinho. É fácil sentir-se sufocar. O gato odeia planear... Tem medo de planos furados. O gato gosta de caçar... mas não de manter a presa consigo por muito tempo. O gato gosta da noite. O gato gosta do conforto e do quente de uma casa... não liga tanto a quem nela habita... o gato não é traiçoeiro... mas sim traiçoeiramente inteligente...

Ela, ainda cão, tentava agora ser um pouco mais gato. Porque não tirar o que há de bom nos dois?

sinal sonoro


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