domingo

Pontos

Ouço o batente da porta.
Alguém chega.
Ouço-me.
Amarro o sonho.
Abro os olhos.

Passeio-me pela
cor esbatida no
frio esculpido.
Ali.

Abro uma porta.
Tropeço e vejo.
Ali,
Amarro o sonho.
Aqui.

Pesam.
Dormem.
Sonham.
Abro uma porta.

Não vejo.
Não penso.
Sinto.
Não sinto.
Amarro o sonho.
Aqui.

sábado

Pensamento musical

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quinta-feira

tira a teima

Se um dia me aproximar de ti
Não penses que é só um flirt
Não julgues que é um filme
Que já viste em qualquer parte
Pensa bem antes de agires
Evita ser imprudente
Faz a carta do meu signo
E vê à lupa o ascendente
Tem cuidado e tira a teima
Vê aquilo que sou


Tem cuidado e tira a teima
Que sou tu não sonhas ao que venho
Não sabes do que sou capaz
Eu dou tudo quanto tenho
Não funciono a meio gás
Vem sentar-te à minha frente
E diz-me o que vês em mim
Não respondas já a quente
Pondera antes de dizer sim


Tem cuidado e tira a teima
Porque aquilo que sou fere, rasga e queima
Tem cuidado e tira a teima
Porque aquilo que sou fere, rasga e queima
Diz-me diz-me se vês o granito
Onde a cidade, os grandes temas
Diz-me se vês o amor infinito
Ou somente um par de algemas

Tem cuidado e tira a teima
Vê aquilo que sou
Tem cuidado e tira a teima
Vê aquilo que sou

Clã - Tira a teima

sábado

Assim devia ser

There is a house built out of stone
Wooden floors, walls and window sills
Tables and chairs worn by all of the dust
This is a place where I don't feel alone
This is a place where I feel at home

And I built a home
For you
For me
Until it disappeared
From me
From you
And now, it's time
To live
And time
To die

I'm in the garden where we planted the seeds
There is a tree as old as me
Branches were sewn by the colour of green
Ground had arose in past its knees

By the cracks of the skin I climbed to the top
I climbed the tree to see the world
When the gusts came around to blow me down
Held on as tightly as you held on me
Held on as tightly as you held on me

And I built a home
For you
For me
Until it disappeared
From me
From you
And now, it's time
To live
And time
To die


Cinematic Orchestra - To build a home

Tenho panca por...

...estar sentado com os pés em cima da secretária a altas horas da noite, acompanhado por um cigarro e um porto, com uma boa banda sonora

tenho panca por

....andar em cima dos muros pé ante pé sem os braços abertos as vezes =P

a pedido de certas pessoas



os meus olhinhos sem make up =P

sexta-feira

Famke Janssen, be mine!


dá vontade de dar miminhos =)

ryan gosling i will marry you


quarta-feira

Tenho panca por...

...baleias de bossa.

Vénia ao elogio!

"Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
(...) Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

Elogio ao amor (Miguel Esteves Cardoso - Expresso )

domingo

e em Novembro vale a pena

6/11, Terça-feira
Rufus Wainwright / Lisboa / Coliseu dos Recreios / 21h


7/11,Quarta-feira
Interpol + Blonde Redhead / Lisboa / Coliseu dos Recreios / 21h


8/11,Quinta-feira
Boyz Noize / Lisboa / Lux


15 /11,Quinta-feira
Vanessa da Mata/Lisboa /Coliseu



16/11,Sexta-feira
Editors /Lisboa /Pavilhão do Restelo/21:00 h
Vanessa da Mata/Porto /Coliseu



17/11,Sábado
Clã / Braga / Theatro Circo / 21h30


26/11,Segunda-feira
Josh Rouse / Lisboa / Aula Magna / 21h


27/11,Terça-feira
Josh Rouse / Braga / Theatro Circo / 23h

porque no dia 14....


de Outubro à 19 primaveras estava a nascer uma bebé linda
que mudou o mundo, o meu mundo ehhehehehehehehhehehe
Parabens à marie do meu coração.
Que venham muitos muitos muitos e que estejamos juntas até aos
120 anos sempre na ramboia
=)

sinal sonoro


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passado, presente e talvez futuro

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